Presidente disse que ‘não sendo aprovada até 3 de junho, a reforma perderá seu efeito, resultando em um retrocesso’. Texto-base foi aprovado por 70 votos a quatro. Bolsonaro pede ao Senado que aprove Coaf na Economia, e não mais na Justiça No café da manhã no Palácio Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro fez um apelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela votação da medida provisória que reorganiza os ministérios. O presidente Jair Bolsonaro entregou uma carta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pedindo que os senadores aprovassem a medida provisória do jeito que estava: o Coaf, um conselho estratégico de combate à lavagem de dinheiro, de volta ao Ministério da Economia, como decidiu a Câmara, e não mais no Ministério da Justiça, como foi estruturado desde o primeiro dia de governo. A carta também foi assinada pelos ministros Sérgio Moro, da Justiça; Paulo Guedes, da Economia; e Onyx Lorenzoni, da Casa Civil. O presidente destacou que “o projeto versa sobre a reforma administrativa, urgente à austeridade e à sustentabilidade da máquina pública; saiu da Câmara com mais de 95% de sua integralidade; que os principais eixos foram respeitados, com destaque para a redução de 29 para 22 ministérios”. Bolsonaro disse ainda que “convém lembrar que, não sendo aprovada até 3 de junho, a reforma perderá seu efeito resultando em um retrocesso que causara prejuízos para a nação brasileira”. Em Portugal, onde participa de um congresso sobre corrupção, Sérgio Moro afirmou que a questão do Coaf não pode prejudicar a reforma administrativa e que o trabalho do conselho vai ser preservado. “Nós temos um bom relacionamento com o ministro Paulo Guedes. Vai se manter a estrutura, vão se manter as mesmas pessoas”. Moro disse ainda que a decisão é do Congresso. “Se for possível o Parlamento manter, ótimo. Se não for, paciência. Faz parte, como disse lá, do jogo democrático, não é?”. O líder do PSL no Senado, Major Olímpio, chegou a liderar um movimento para modificar o texto deixando o Coaf na Justiça. Mais tarde, depois de uma reunião no Planalto, o discurso mudou. “Chegou-se no limite em que os riscos potenciais são muito grandes para arriscarmos todo o trabalho que foi construído nessa reforma administrativa. Não apresentaremos destaque e faremos um esforço para que não haja o destaque”. O líder do Podemos, Alvaro Dias, disse que recebeu um telefonema de Moro alertando para os riscos de a MP perder a validade, mas que o partido, que tem oito votos, já decidiu pelo Coaf na Justiça. Por volta das 21h, o texto-base foi aprovado por 70 votos a quatro. Depois os senadores iam começar a analisar o destaque que vai decidir onde vai ficar o Coaf, se no Ministério da Justiça, ou no Ministério da Economia. O presidente do Senado leu a carta do presidente Jair Bolsonaro. A sessão tinha discursos fortes. Os líderes chegaram sem acordo e iriam decidir no voto. Se o Coaf for para o Ministério da Justiça, alterando o texto, a MP terá que voltar para a Câmara, atrasando os planos do governo. No dia 3 de junho, a medida provisória, se não for aprovada, perde a validade. Senadores do PSL insistem para que o texto permaneça do jeito que veio da Câmara e que, se o Coaf for para o Ministério da Economia, vai manter toda a estrutura montada pelo ministro Sérgio Moro.
Fonte: G1
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