Mulheres de policiais militares se reúnem com Governador do Estado

Esposas e mães de policiais protestam por auxílio social para moradia e impedem que PMs saiam às ruas. Promotoria Militar diz que vai pedir prisão preventiva de militares que estão sem trabalhar. Segup garante que movimento não afeta segurança na área. Governador se reune com mulheres de PMs Um grupo de esposas e mães de policiais militares do Pará se reuniu no início da noite desta quarta-feira (29) com o Governador, Helder Barbalho. Elas ocupam desde a última segunda-feira (27) a sede do 2º Batalhão da Polícia Militar, no centro de Belém, em protesto pela falta de segurança e contra a morte de 21 policiais este ano. Em nota, a Secretária de Estado de Segurança Pública (Segup) disse que as mulheres foram recebidas pelo Governador e uma comitiva do Governo, mas elas descumpriram o acordo de que desocupariam o 2º Batalhão e, por isso, a reunião foi suspensa. Apesar disso, o Governo afirma que mantém o canal de diálogo aberto, mas espera que as "esposas cumpram com o acordado e permita que os policiais voltem a exercer as suas funções, de servir e proteger a sociedade". A Segup diz ainda que o policiamento na área não foi prejudicado pelos protestos já que viaturas do Comando de Missões Especiais e do Comando de Policiamento Especializado suprem as rondas na região. Nesta quarta-feira (29) 12 PMs não estiveram em serviço. Mulheres ocupam Batalhão da PM Cerca de cem mulheres já esvaziaram pneus e por ao menos duas vezes fecharam a avenida Assis de Vasconcelos, em frente ao 2º Batalhão, para chamar a atenção para o movimento. Elas estão impedindo que os agentes saiam do local. Apesar da reunião, não há previsão para que o quartel seja desocupado. “Não vamos permitir que nossos policias fiquem na rua”, diz uma representante do movimento, que prefere não se identificar. “Nossa primeira pauta é moradia: tirar esses policiais da área de insegurança, da periferia. Queremos que o governador se manifeste com uma proposta de auxílio social”, diz a manifestante. De acordo com Cabo Passarinho, coordenador da Associação em Defesa dos Policiais Militares do Pará, “essas mulheres estão aqui porque sofreram atentados, estão sendo expulsas de casa, vendo seus maridos serem assassinados e nada ser feito". "Nós estamos com salário congelado faz cinco anos e nós vivemos em áreas de risco porque nós somos gente humilde”, declarou o coordenador da associação. Motim pode acabar em prisão A Promotoria Militar diz que, independente do motivo, ao cruzar os braços, os policiais que estão sem sair nas ruas estão fazendo motim e podem ser presos por isso. Para Armando Brasil, promotor da Justiça Militar, ao não sair às ruas, os policiais estão cometendo um crime. “A partir do momento que a Promotoria Militar tiver acesso à solicitação de pedido de prisão preventiva, imediatamente vai endossar junto ao Judiciário e será, provavelmente, decretada a prisão desses policiais militares, porque crime de motim está previsto no artigo 149 do Código Penal Militar — é quando policiais militares se reúnem dentro de uma unidade militar ou fora de qualquer unidade militar. A partir do momento em que eles cruzam os braços e não prestam o serviço à sociedade, eles passam a ser considerados amotinados, e a Promotoria Militar vai agir com todo rigor que o Código Militar e de Processo Penal Militar prevê pro caso”, explica.


Fonte: G1 Pará

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