Abrigos do Alto Tietê se preparam o inverno


Durante os meses mais frios do ano, casas de acolhimento ampliam as vagas para atender pessoas em situação de rua. Casas de acolhimento ampliam vagas nos dias mais frios do ano Com a queda nas temperaturas, a procura pelos atendimentos em abrigos do Alto Tietê aumenta. A "Associação Beneficente Onde Moras", em Mogi das Cruzes, já trabalha com lotação máxima de 55 acolhidos. A unidade atende homens com idades entre 18 e 59 anos. “Chegando o inverno a gente disponibiliza cinco vagas adicionais. A prefeitura entra com cestas básicas durante três meses e doa cinco colchões, que já estão com a gente”, explica Esdras Leite, coordenador do abrigo. A casa de acolhimento recebe subvenção da prefeitura, mas também depende de doações. O prédio está sendo reformado com recursos próprios. Os acolhidos cuidam da horta, recebem atendimento médico, psicológico e são acompanhados por uma assistente social. O atendimento é feito com o objetivo de reintegrar ao convívio social. “A gente avalia a situação pessoal de cada um, se existe possibilidade de retorno familiar ou de trabalho, se tem intenção de voltar a estudar”, explica Leite. Em Mogi das Cruzes estão disponíveis quatro serviços de acolhimento, com 156 vagas. Segundo o coordenador do Centro Pop, Osni Damásio da Silva, o trabalho da Assistência Social é intensificado nos meses de junho, julho e agosto. “Nós ampliamos a atenção e proteção social às pessoas que estão em situação de rua. A gente oferta abrigo, retorno familiar, algum serviço de saúde, dependendo da demanda"explica. Em Suzano, o Centro Social "Bom Samaritano" acolhe adultos e famílias. A ala masculina está lotada com 40 homens, já na ala feminina ainda tem vagas. Valmor Preis, coordenador do abrigo, conta que a demanda aumenta bastante nessa época do ano. “As doações são importantíssimas. Nessa época as roupas masculinas são as que a gente tem mais dificuldade”. Abrigos recebem doações de cobertores, roupas e alimentos durante o inverno Reprodução / TV Diário Camila Irene, assistente social, explica que a maioria das pessoas atendidas na casa é dependente químico. “Eles têm uma dificuldade grande de reinserção profissional, então a gente articula com os serviços do município, para que essa pessoa possa voltar a ter autonomia e voltar para o mercado de trabalho”, conta. A unidade tem capela, espaço para leitura e refeitório, tudo que uma pessoa precisa pra ter dignidade e força na busca de um futuro melhor. “Eles acolhem a gente muito bem, tem que dar valor nisso. Eu pretendo arrumar emprego o mais rápido possível”, reconhece Jaasiel Marcos Davi, serralheiro que recebeu atendimento no Centro Social "Bom Samaritano".


Fonte: G1

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