Justiça entendeu que houve promoção pessoal por parte do político; propagandas foram feitas entre 2015 e 2017. Ex-deputado estadual é condenado a devolver dinheiro da Assembleia Legislativa A Justiça condenou o ex-deputado estadual do Paraná Alexandre Guimarães (PSD) a devolver dinheiro da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) por ter usado verba pública para fazer propaganda pessoal. A propaganda considerada ilegal pela Justiça foi feita entre 2015 e 2017. Conforme a decisão, o então deputado pagou por outdoors em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, com elogios e enaltecendo o trabalho do político. Segundo a decisão, a propaganda também foi feita em rádios, jornais e na internet paga com dinheiro público - a chamada verba de ressarcimento da Alep. À época, foram mais de R$ 66 mil gastos na ação publicitária. O juiz Eduardo Novack aponta que até slogan e símbolos da campanha foram usados para ligar a imagem do ex-deputado a uma obra feita pelo governo estadual. Na decisão, o magistrado afirma que as provas do processo demonstram que Guimarães explorou obras públicas feitas pelo governo para realizar propaganda paga com verbas da Alep para fins de promoção pessoal. Conforme a decisão, o ex-deputado que tem base eleitoral em Campo Largo terá que devolver o dinheiro gasto corrigido e com juros de 1% ao mês. Em 2017, ele teve R$ 66 mil bloqueados. Alexandre Guimarães não se reelegeu deputado estadual em 2018. Atualmente, ele ocupa um cargo na Casa Civil do governo estadual. A defesa do ex-deputado afirmou que já recorreu da sentença por entender que não há provas contra Alexandre Guimarães e que vai comprovar que não houve ressarcimento de publicidade com dinheiro público. A Alep não quis se manifestar, e a Casa Civil não retornou o contato da reportagem. Absolvição Alexandre Guimarães havia sido denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), em outra ação, por gastar de forma irregular dinheiro público com alimentação. Segundo a denúncia, foram mais de R$ 80 mil pagos pela Alep em bares, restaurantes e até casa noturnas. Ele foi absolvido. O juiz Roger Oliveira entendeu que não houve ato de improbidade administrativa porque o Guimarães seguiu as normas exigidas pela Alep para os gastos com alimentação e as contas foram aprovadas em Plenário. Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.
Fonte: G1
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