Polícia investiga transações bancárias entre contas de sócio oculto da JMK, esposa e filha


Esquema de irregularidades em contratos de manutenção e conserto de veículos oficiais do Governo do Paraná é investigado pela Operação Peça Chave. Polícia investiga movimentação bancária entre sócio oculto da JMK e esposa e filha A Polícia Civil investiga movimentações bancárias realizadas entre as contas de Aldo Marchini, apontado como um dos sócios ocultos da empresa JMK, investigada pela Operação Peça Chave, da esposa dele, Mady Lescau de Lemos Marquini, e da filha, Rebeca Lemos Marquini. Os proprietários da empresa JMK – responsável pela manutenção de veículos oficiais do Governo do Paraná – são investigados porque, segundo a polícia, adulteravam orçamentos que vinham das oficinas credenciadas e inventavam serviços para cobrar mais caro do Governo pelos reparos. Segundo a Operação Peça Chave, que prendeu 15 pessoas no dia 28 de maio, o prejuízo causado aos cofres públicos pelas irregularidades foi de mais de R$ 125 milhões. Alep instala CPI da JMK para investigar contratos de manutenção de carros do Estado Segundo a polícia, sócios da JMK adulteravam orçamentos de oficinas credenciadas e inventavam serviços para cobrar mais caro do Governo do Paraná Reprodução/RPC Transações bancárias A polícia investiga se Aldo Marchini utilizou terceiros para movimentar os valores. Conforme a polícia, os investigadores encontraram centenas de transações bancárias entre ele, a esposa e a filha. O objetivo, segundo a polícia, é identificar o tamanho da participação de Mady e Rebeca Marchini no esquema de lavagem de dinheiro revelado pela operação. Entre 2015 e 2017, conforme a polícia, Aldo Marchini fez 75 transferências para contas de Mady, num montante total de R$ 304 mil. Em outras 124 vezes, Aldo transferiu dinheiro para a conta de Rebeca, em um total de mais de R$ 1,2 milhão, de acordo com um relatório do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro. Segundo a polícia, ao todo, as contas de Mady e Rebeca receberam mais de R$ 1,5 milhão. Rebeca, ainda conforme a investigação, também fez repasses para a conta do pai: 163 depósitos, que somam mais de R$ 700 mil. Investigadores encontraram centenas de transações bancárias entre Aldo Marchini, esposa e a filha Reprodução/RPC A esposa e a filha de Aldo aparecem como sócias em duas empresas que, de acordo com a polícia, podem ter sido criadas apenas para esconder dinheiro e patrimônio adquirido por meio de fraudes. Testemunhas dizem que JMK cobrava por peças não utilizadas na manutenção de veículos oficiais do Governo Mady trabalhou no Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) entre junho de 1993 e dezembro de 2017, como servidora concursada. Depois disso, foi nomeada para um cargo comissionado, o de diretora da Escola de Gestão Pública, função que ocupou até dezembro de 2018. De acordo com o Tribunal de Contas, Mady nunca atuou em processos relacionados à atuação da JMK que foram analisados no Tribunal. Conta na Holanda Na investigação, a polícia também apura a existência de uma conta no exterior, que pode ter recebido parte do dinheiro das supostas fraudes. A conta foi aberta na Holanda, de acordo com a polícia, e a investigação relacionada a ela pode ser encaminhada à Polícia Federal. O que dizem os citados A defesa de Aldo Marquini, Mady Lescau de Lemos Marquini e Rebeca Lemos Marquini informou que apresentou todos os esclarecimentos à Justiça, que não se tratam de recursos ilícitos e que não houve ocultação por parte dos envolvidos. A JMK disse que vai provar na Justiça que sempre trabalhou dentro da legalidade, e reforçou que o sistema empregado pela empresa trouxe economia, controle e transparência na gestão de frotas do Governo do Paraná. Veja mais notícias da região no G1 Paraná.


Fonte: G1

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