
Segundo ela, Claudinei Coppi Junior não estava com um machado nem tentou agredir os policiais. Secretaria de Segurança Pública afirma que foi instaurado um inquérito policial. Homem morre ao ser baleado no abdômen por policial em SP Arquivo Pessoal A esposa do homem morto com um tiro no abdômen após abordagem policial em Pariquera-Açu, no interior de São Paulo, afirma que espera que a Justiça seja feita. Em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (29), ela conta que Claudinei Coppi Junior, de 24 anos, não estava com um machado e os policiais atiraram para matar. "Eu estava do lado do meu marido. Eu vi tudo. Por que ele atirou? Eu não entendo isso. Se ele [policial] ficou com medo de ser atingido, que atirasse na perna ou para cima, para assustar. Mas no abdômen dele? Atiraram para matar mesmo", lamenta a cabeleireira de 25 anos, que prefere não se identificar. "Eu fiquei sabendo que eles [policiais] conseguiram um machado, mas na minha casa não tinha", diz. O casal completaria quatro anos juntos no próximo mês. Ela conta que ele trabalhava com o pai e o ajudava a descarregar caminhões. Ela afirma que, no momento, não imaginou que Claudinei fosse morrer. "Eu acreditava que meu marido fosse ficar bem, achei que tivessem atirado com bala de borracha", diz. Segundo ela, Claudinei estava com um cigarro de maconha na porta de casa, por isso, ele e o amigo decidiram entrar na residência após a chegada da polícia. Ela afirma que o marido não tinha qualquer envolvimento com tráfico de drogas. "Eu sou cabeleireira, meu marido trabalhava. A gente vivia bem". Enquanto Claudinei foi levado pelo pai ao hospital, ela ficou em casa para prestar depoimento e esperar a chegada da perícia. "Eu queria ter acompanhado meu marido até o hospital, mas eles não me deixaram sair de casa. Meu marido saiu de casa falando, reclamando que tava doendo muito", lembra. "Espero que o policial pelo menos seja afastado. Porque o que ele fez não foi correto. Meu marido foi morto dentro da própria casa". Planos O casal tinha planos de montar um salão de beleza dentro da residência, que fica no bairro Vila Maria. "Ele estava me ajudando a montar meu salão, já tinha feito as prateleiras. Aí a gente ia conquistar nossas coisas, comprar nosso carro". Ela diz que um dos sonhos de Claudinei era ter um filho. "Ele queria ter filho, mas eu pedi para esperar um pouco por não ter condições financeiras. A gente nunca ia imaginar que ia acontecer isso". Esposa de homem atingido no abdômen por policial desabafa: ‘Atiraram para matar’ Arquivo Pessoal Posicionamento Em nota, o 14º Batalhão de Polícia Militar do Interior afirmou que uma viatura realizava patrulhamento preventivo por volta da meia noite de domingo (26) quando avistou dois indivíduos em atitude suspeita, sendo que um deles estava com um cachorro. A PM afirma que, ao tentarem realizar a abordagem, os policiais foram surpreendidos por Claudinei, que passou a incitar o cachorro contra a equipe. "Em seguida soltou o cachorro e partiu com um machado para cima dos policiais militares, tentando golpeá-los fatalmente. Neste momento, atuando em legítima defesa, o encarregado de equipe efetuou um disparo, que acertou o abdômen do agressor. Após cessar a injusta agressão, foram acionados os meios de imediato socorro, entretanto familiares se anteciparam e o levaram para o Hospital Regional de Pariquera-Açu/SP, onde infelizmente veio a óbito". A Polícia ressalta que a equipe agiu dentro da lei, obedecendo aos procedimentos operacionais vigentes na corporação. Procurada pelo G1, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Itariri. A SSP afirma, ainda, que testemunhas foram ouvidas a partir do dia seguinte ao fato e a equipe aguarda o resultado dos laudos. A Polícia Militar também apura o ocorrido por meio de Inquérito Policial Militar (IPM).
Fonte: G1
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